quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sinédoque

sinédoque

Figura de retórica, para muitos autores indistinta da figura da metonímia, ou considerada como um tipo de metonímia na qual se exprime uma parte por um todo ou um todo por uma parte (Moscovo caiu às mãos dos alemães), o singular pelo plural (quando o Gama chegou à Índia), o autor pela obra (estou a estudar Pessoa), a capital pelo governo do país ("Washington decidiu enviar tropas para o Iraque"), uma peça de vestuário pela pessoa que o usa (um vestido negro surgiu pela porta), etc. Na verdade trata-se da inclusão ou contiguidade semântica existente entre dois nomes e que permite a substituição de um pelo outro. Na literatura, abundam sinédoques com fins estéticos de provocar o inusitado nas expressões escolhidas:

"Que da Ocidental praia Lusitana" (para designar Portugal)
(Camões, Os Lusíadas, I, 1)

"Vós, ó novo temor da Maura lança" (para designar os exércitos mouros)
(Camões, Os Lusíadas, I, 6)

"Mas já o Príncipe Afonso aparelhava
O Lusitano exército ditoso
Contra o Mouro que as terras habitava" (para designar os exércitos mouros)
(Camões, Os Lusíadas, III, 42)

"Despois, na costa da Índia, andando cheia
De lenhos inimigos e artefícios" (para designar os navios)
(Camões, Os Lusíadas, III, 42)
Fonte:
sinédoque. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-09-01].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$sinedoque>.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O direito e o dever são como as palmeiras

"O direito e o dever são como as palmeiras: não dão fruto, se não crescem um ao lado do outro."
Lamennais
 
 
 
Fonte: www.migalhas.com.br (30/agosto/2011)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tolerance - Despair

"In the world it is called Tolerance, but in hell it is called Despair, the sin that believes in nothing, cares for nothing, seeks to know nothing, interferes with nothing, enjoys nothing, hates nothing, finds purpose in nothing, lives for nothing, and remains alive because there is nothing for which it will die."

Dorothy L. Sayers

sábado, 21 de maio de 2011

O DESCONCERTO DO MUNDO - Camões

O DESCONCERTO DO MUNDO

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E, para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o mundo concertado.

Camões

Nó Górdio - Alexandre, o Grande

Fonte: wikipedia

"A provável lenda do nó górdio remonta aoséculo VIII a.C.

Conta-se que o rei daFrígia (Ásia Menor) morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculoanunciou que o sucessor chegaria à cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um camponês, de nomeGórdio, que foi coroado. Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um nó a uma coluna, nó este impossível de desatar e que por isso ficou famoso.

Górdio reinou por muito tempo e quando morreu, seu filho Midas assumiu o trono. Midas expandiu o império, porém, ao falecer não deixou herdeiros. O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria toda a Ásia Menor.

Quinhentos anos se passaram sem ninguém conseguir realizar esse feito, até que em 334 a.C Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar pela Frígia. Intrigado com a questão, foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó. Lenda ou não o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.

É daí também que deriva a expressão "cortar o nó górdio", que significa resolver um problema complexo de maneira simples e eficaz."